segunda-feira, 23 de setembro de 2024

Prosa e Verso

Te observei em palavras
Te despi em prosa
Te beijei em verso
Te rimei em meus braços
Te descrevi em um poema
Declamei você em meus sonhos
Te comi em estrofes
Narrei seu corpo como poesia
Coloquei você em um livro
Pra te devorar lentamente
Em cada noite sozinho
No silencio do meu quarto

Quero entrar em seu corpo
Como uma flecha incandescente
Pulsando dentro de você
Como um coração apaixonado
Que está prestes a explodir
Como um vulcão adormecido
Quero sentir seu gosto
Como quem está em um deserto
A procura de um oásis
Oásis que é seu corpo
Um refúgio único nessa imensidão
Onde quero recostar meu corpo
Sentir seu cheiro
Matar minha sede
Saciar seus desejos





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